Vereadores aprovaram com emendas e por unanimidade, durante sessão na última, segunda-feira (22), o Projeto de Lei do Poder Executivo, autorizando a Prefeitura a iniciar negociações com o Estado de Mato Grosso do Sul, para a renovação da concessão dos serviços de água e esgoto com a Sanesul.
A proposta para renovação da concessão estava tramitando na Casa de Leis e foi aprovada pelos 13 vereadores presentes, após um amplo debate com a presença inclusive do prefeito Marcelo Iunes em uma das sessões do Legislativo, no dia 15 de abril, quando ele detalhou o Projeto de Lei os vereadores e público presente no plenário da Casa do Barão de Vila Maria.
Entre as emendas aditivas e modificativas aprovadas pelos vereadores e inseridas no Projeto de Lei, conforme assessoria da Casa de Leis, se destacam a taxa de esgoto que deverá ter um percentual de até 50% do valor da tarifa da água; fim da cobrança da tarifa básica de consumo de água no sentido de que a população pague somente aquilo que realmente consumir, bem como a participação da Câmara na mesa de negociações com a Sanesul.
De acordo com o vereador e presidente do Legislativo, Roberto Gomes Façanha, citou que a redução da taxa de esgoto foi uma unanimidade. “Hoje, a população paga 70% do valor da água. A renovação, com certeza, passará pela redução desse percentual. A emenda cita até 50%, mas vamos brigar para reduzir ainda mais”, destaca.
Ainda segundo Façanha, “Além disso, vamos brigar por outras questões, como cobrar aquilo que realmente a população consome, com o fim da tarifa básica; investimentos na ampliação do sistema e água para toda a cidade, assim como nos distritos - Albuquerque e Porto Esperança, principalmente; apoio financeiro ao nosso hospital, inclusive com a isenção da dívida da Sociedade Beneficente Corumbaense com a Sanesul, e até com a dívida do Município. Ele relatou sobre redução da taxa do esgoto, sobre os investimentos que a Sanesul fará na cidade, inclusive por meio de subvenção social, assim como sobre o início das conversas para anistia da dívida do Hospital e do Município”, disse, lembrando pelo plano de investimento da empresa no período de 30 anos, a previsão é aplicar cerca de R$ 120 milhões (R$ 4 milhões por ano).
Conforme presidente da Câmara de Corumbá, Roberto Façanha, “A municipalização seria praticamente impossível. Difícil pagar uma dívida com a Sanesul que chega a R$ 60 milhões – R$ 40 milhões do hospital e R$ 20 milhões do Município. Diante dessa situação, temos que sentar, debater amplamente e buscar o que é melhor para a população, para Corumbá. E é isso que vamos fazer”, conclui.


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