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Segunda-Feira, 11 de Novembro de 2019, 14h:38
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Parlamentar protesta contra cultivo de cana no Pantanal

Ato é organizado pela coordenação nacional da Frente Parlamentar de Vereadores Ambientalistas, com apoio de diversas entidades

Adriana Ximenes
Capital News

Divulgação

Vereadores discutem Lei Orçamentária para 2020

vereador Eduardo Romero

Nesta terça-feira (12) é celebrado o Dia do Pantanal e os 14 anos da imolação do ambientalista Francisco Anselmo dos Santos, o Francelmo, será realizado ato público contra o decreto presidencial do dia 5 deste mês que liberou plantio de cana no Pantanal e Amazônia. O ato é organizado pela coordenação nacional da Frente Parlamentar de Vereadores Ambientalistas, com apoio de diversas entidades.

 

O encontro será em frente ao memorial dedicado ao ambientalista Francelmo, que fica no calçadão da Rua Barão do Rio Branco, entre as Ruas 13 de Maio e 14 de Julho quase em frente ao Bar do Zé, às 9h30. O ato público, além de protestar contra a decisão presidencial de liberar o cultivo da cana no Pantanal, também relembra a luta das várias gerações contra esta prática que teve um momento de comemoração com a proibição em 2009 com um decreto presidencial, mas que foi derrubado no dia 5. Uma nova luta começa contra esta ameaça ao bioma e também de preservação da imagem do Brasil no exterior.

 

 O coordenador da Frente Parlamentar de Vereadores Ambientalistas, vereador por Campo Grande Eduardo Romero (Rede), destaca que o Pantanal não tem aptidão para o cultivo da cana e muito menos para implantação de usina sucroalcooleira e que sua vocação é para outras atividades já desenvolvidas na região. 

 

Para o parlamentar não faltam terras para ampliar as fronteiras agrícolas e que a cana não precisa ser levada para o Pantanal, mesmo sob o argumento de que é preciso dar subsídio para o setor de açúcar e álcool no País. ‘Francelmo foi da primeira geração de defensores do meio ambiente do Estado. Convivi com ele e sou da terceira geração. Quando falamos em defesa do meio ambiente, quem ainda reluta em entender é porque ainda não parou para observar ao seu redor. O meio ambiente é o seu ambiente. E quando nos declaramos contrários ao plantio de cana no Pantanal estamos carregados de estudos, de história e preocupação também de como vai ficar a imagem no Brasil com o mercado internacional e os impactos negativos e irreversíveis pra região pantaneira’, pontua. 

 

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