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Quarta-Feira, 11 de Dezembro de 2019, 17h:11
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Operação resgata trabalhadores em condições semelhantes à escravidão

Irregularidades foram encontradas em fazendas na região sudoeste do Estado

Elaine Silva
Capital News

 

Divulgação/MTB

Operação resgata trabalhadores em condições semelhantes à escravidão

Ação aconteceu do dia 2 a 6 de dezembro

Em uma operação do  Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público Federal, Superintendência Regional do Trabalho e Polícia Militar Ambiental (PMA) 17 pessoas que viviam em estado de escravidão foram resgatadas em  fazendas e carvoarias situadas nos municípios de Bela Vista, Caracol e Porto Murtinho. Diligências ocorreram entre os dias 2 e 6 de dezembro. 

 

Durante esse período, foram percorridos mais de dois mil quilômetros e inspecionadas seis fazendas nos arredores dos municípios de Bela Vista, Caracol e Porto Murtinho, região sudoeste do Estado.

Em propriedades rurais próximas a Porto Murtinho, os trabalhadores estavam alojados em barracos improvisados com lona e galhos de árvores e tinham que fazer suas necessidades fisiológicas no mato.

 

A alimentação também era armazenada de forma precária. Em Caracol, a fiscalização identificou um trabalhador que estava há dois meses na fazenda e intervalo de tempo, auferiu menos de R$ 500. No local, ainda não havia preocupação com as condições de saúde e segurança em que os serviços eram executados. Entre outras irregularidades, não foram fornecidos equipamentos de proteção individual.

 

Na propriedade rural situada perto do Município de Bela Vista, o cenário também remetia a graves infrações trabalhistas cometidas na produção de carvão vegetal. Assim como em Caracol, parte dessas irregularidades foi classificada pelo Ministério Público do Trabalho como reincidente, já que, em 2013, o mesmo empregador de ambas as fazendas firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) em que se comprometeu a cumprir uma série de regras relativas ao meio ambiente laboral, por ocasião de diligência, que constatou diversas violações de normas trabalhistas em outra carvoaria pertencente a ele.

 

As diligências da última semana tiveram início a partir de denúncia registrada no portal do MPT-MS e na sede do Ministério Público Estadual em Bela Vista. A esta última instituição, o denunciante disse que trabalhou durante dois meses em fazenda próxima a Porto Murtinho e que recebeu apenas R$ 100 pelos serviços na carvoaria. Ainda relatou que, após ser agredido, deixou o local e percorreu mais de 100 quilômetros a pé até o Ministério Público Estadual, no intuito de reclamar seus direitos. No depoimento, acrescentou que não sabe ler nem escrever.

 

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