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Eduardo Cunha é alvo da operação Antonov

Ex-deputado seria intermediador entre as empresas aéreas e o governo do DF

Flavia Andrade
Capital News

arquivo / Câmara Federal

Eduardo Cunha é preso em Brasília após determinação de Sérgio Moro

Ex-deputado seria intermediador entre as empresas aéreas e o governo do DF

 

Nesta quarta-feira (03), o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) cumpriu mandados de busca e apreensão contra um esquema de propina para baixar impostos em combustíveis da aviação na capital federal. Entre os investigados estão o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha e o ex-vice-governador do DF Tadeu Filippelli.

 

Segundo a investigação, os crimes ocorreram entre 2012 e 2014, onde há indícios de que as empresas Gol e Latam teriam pago R$ 4 milhões a Filippelli e R$ 10 milhões a Eduardo Cunha.

 

Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, cumpre prisão domiciliar por outros crimes, conforme a operação Antonov, ele seria o intermediador entre as empresas aéreas e o governo do DF. 

 

Na época Tadeu Filippelli era ex-vice-governador do Distrito Federal e Eduardo Cunha era deputado federal pelo Rio de Janeiro, ambos teriam recebido a propina para alterar uma lei distrital e reduzir a alíquota de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do querosene da aviação.

 

De acordo com a defesa de Eduardo Cunha, em nota relataram que os fatos "não guardam qualquer relação com Eduardo Cunha, são antigos, não passam de 2014. Confiamos nas instâncias superiores do Poder Judiciário para corrigir tamanha ilegalidade". 

 

Foram cumpridos cerca de 16 mandados de busca e apreensão pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MPDFT, com apoio da Polícia Civil do DF e a Polícia Militar de SP, nos Estados de:

 

São Paulo

 

Rio de Janeiro

 

Distrito Federal

 

Espírito Santo

 

Goiás

 

A operação foi batizada de Antonov, que é o maior cargueiro de asa fixa do mundo.

 

Leia íntegra da nota da defesa de Eduardo Cunha:

 

"A operação de hoje é um retorno ao famigerado período das pirotecnias acusatórias. Não há dúvida de que se trata de algo fabricado politicamente, com o intuito de retaliar, de forma injusta, alguém que vem cumprindo rigorosamente todas as condições que lhe foram impostas pela Justiça ao conceder a prisão domiciliar. Não se buscou nem mesmo disfarçar tamanha ilegalidade. Os próprios investigadores confessam que os fatos, os quais não guardam qualquer relação com Eduardo Cunha, são antigos, não passam de 2014. A defesa do ex-deputado confia nas instâncias superiores do Poder Judiciário para corrigir tamanha ilegalidade."

O que diz a Latam:

 

"A Latam não tem informações sobre esta investigação. A empresa irá colaborar com as autoridades competentes."

 

Nota da Gol:

 

"A GOL informa que a Companhia permanece cooperando com as autoridades para prestar todas as informações necessárias."

 

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