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Quarta-Feira, 16 de Outubro de 2019, 14h:33
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Zezé Di Camargo declara paixão pelo Pantanal

“Então pegar um peixe é gostoso, mas devolver ele pro rio é muito melhor ainda”, afirma cantor

Elaine Silva e Laryssa Maier
Capital News

Laryssa Maier/Capital News

Zezé Di Camargo declara paixão pelo Pantanal

Zezé Di Camargo

Durante o lançamento do Festival América do Sul Pantanal, nesta quarta-feira (16), o cantor Zezé Di Camargo declarou sua paixão pelo Pantanal, além defender a Cota Zero. “Eu quis mostrar para as pessoas a visão de quem é de fora de outro Estado, a maneira que eu olho para o Pantanal. É diferente das pessoas que moram aqui que vivem a cultura da região, que manifesta essa cultura todos os dias em seu dia-a-dia, na sua vida e eu acho que essa visão do cara de fora de olhar o potencial que tem”, diz o cantor. Em suas visitas ao Estado, em seus passeios pela chalana, Zezé diz que sempre tem que cantar “O trem do Pantanal”, “Tocando em frente”, e outras músicas que tem “o cheiro do Pantanal”.

 

Ele ainda relata sobre a “importância de você trazer essa consciência e mostrar para o mundo lá fora, até mesmo o próprio Brasil, colocar isso dentro da programação do Ministério da Cultura, do Turismo principalmente, a gente divulgar mais o Estado”, relata o Zezé.

 

Mesmo sendo “um cara de fora” Zezé demonstra a sua paixão e inspiração pela a cultura sul-mato-grossense. “Tem muita coisa aqui que eu gosto, desde o Luan Santana que tenho o privilégio de ter sido o inspirador dele musicalmente vamos dizer assim, passando por Almir Sater, Zacarias Mourão, um grande compositor da música sertaneja tradicional, Renato Teixeira fala muito bem do Pantanal musicalmente falando, Sérgio Reis gravou várias coisas”, conta Camargo. 

 

Paixão pela natureza

“Desde de quando eu vim no Pantanal na primeira vez que eu comecei a ver como era o Pantanal, algumas coisas me incomodaram. Eu achei que precisava de uma estrutura melhor para receber o turista, principalmente quem vem de fora. A gente precisa preservar mais, manter o equilíbrio dos animais, porque eu digo isso? Eu vi que o Pantanal, conversando com os ribeirinhos, eles começaram a me dizer que o Pantanal não tinha tanto peixe como tinha antigamente”, relata o cantor. 

 

Por esta paixão pelo região e pela pesca Zezé se tornou o defensor da Cota Zero e um dos principais motivos foi um fato que aconteceu em sua fazenda. “ A uns dois anos atras, eu tenho um lago no fundo da fazenda e a gente foi fazer um cozido lá para a turma, um arroz carreteiro. Um funcionário meu saiu com um canoa e pegou um peixe um barbado, desceu da canoa e jogou o peixe na areia do lago e eu fiquei olhando aquele peixe durante alguns minutos e aquele peixe ficou lá, pelo menos uns 30 minutos. E eu falei porque aquele peixe ali, porque não precisava do peixe comida tinha suficiente, carne pra caramba, peixe inclusive. Eu peguei aquele peixe coloquei dentro da água e fiquei segurando ele pela calda durante um período, então eu comecei a ver a vida voltando por incrível que pareça naquele peixe”, conta Zezé. 

 

Ao trazer o peixe de volta a vida Camargo, viu “a emoção que eu tive devolvendo a vida para aquele peixe foi muito melhor do que pegar um peixe. Então pegar um peixe é gostoso, mas devolver ele pro rio é muito melhor ainda”, finaliza cantor.

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