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Sábado, 09 de Novembro de 2019, 11h:13
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MPF pode investigar incêndio no Pantanal

Pedido foi encaminhado pela Ecoa no dia 5 de novembro

Elaine Silva
Capital News

Divulgação/ECO

ECO Pantanal

Incêndio atingiu seis municípios da região do Pantanal

Depois de 13 dias de incêndio no Pantanal que até esta sexta-feira (8), foi contabilizada a destruição de aproximadamente 173 mil hectares, área superior à cidade de São Paulo, que tem 152 mil hectares. O fogo atingiu seis municípios: Aquidauana, Anastácio, Miranda, Bodoquena, Rio Negro e Corumbá.

 

Por conta dos incêndios na região a Organização Não-governamental Eco, solicitou no último dia 5 de novembro, que o Ministério Público Federal (MPF) investigue as causas dos incêndios. 

 

“A gente não sabe dizer quem, mas sabemos que é um incêndio provocado. São vários focos ao mesmo tempo, concentrados numa só área”, afirma Fabio Catarineli, coordenador da Defesa Civil de Mato Grosso do Sul. 

 

No site da organização ele relata na nota de divulgação que : "Frente a forte indícios de ações criminosas, com focos surgindo quase que ao mesmo tempo em várias regiões, a Ecoa entendeu que cuidadosas investigações devem ser feitas. A Ecoa tem trabalhado, ano a ano, o gravíssimo problema das queimadas e incêndios no Pantanal através da campanha geral Queimada Mata", relata a nota. 

 

O principal ponto que a Ecoa cita é que os incêndios na região são corriqueiros. "Em se tratando dos eventos ocorridos nos últimos dias, a pergunta que surge está relacionada à possibilidade de que ações criminosas – coordenadas ou não – tenham ocorrido, pois dentre os mais impressionantes fatos está a queima, em poucas horas, em mais de 100 quilômetros ao longo da rodovia BR-262, entre Miranda e Corumbá", finaliza a publicação. 

 

Com a volta do fogo no Pantanal os animais, estão em fuga. Em Miranda/MS, o presidente da Associação de Pescadores Artesanais de Iscas de Miranda (APAIM), Liezé Francisco Xavier, conta que, na região, o fogo chegou, aproximadamente, a 50 metros das casas e os próprios moradores precisaram conter, antes que os atingisse. Ele diz que só conseguiram porque, recentemente, fizeram um curso de combate à incêndios realizado pela Marinha. As crianças e os recém-nascidos foram levados de carro para lugares mais distantes da fumaça e as famílias chegaram a ficar até 3 horas dentro dos veículos.

 

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