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Fim da pesca esportiva tem feriado prolongado

Período de defeso para reprodução dos peixes estende de 05 de novembro a 28 de fevereiro

Elaine Silva
Capital News

 

Saul Schramm/Portal MS

Fim da pesca esportiva tem feriado prolongado

Pesca em família predomina nos rios

Com a pesca esportiva liberada por mais 30 dias nos rios de Mato Grosso do Sul, barcos-hotéis, pesqueiros e pousadas estão com lotação máxima e o setor tem uma expectativa de manter o fluxo de pescadores para 2020. “O dourado está fazendo a festa do nosso turista”, comemora a empresária de turismo Joice Santana, de Corumbá, ao avaliar como “excelente” a atual temporada de pesca.

 

A nova legislação da pesca amadora, que entra em vigor em 1º de janeiro do próximo ano, segundo a assessoria, estabelecendo a cota zero para as principais espécies, não vai impactar a atividade no Estado. Ao contrário, a adesão do pescador é quase unânime.

 

Com a previsão de maior movimento de pescadores nos rios, por ser o último mês de pesca do ano e com o feriado prolongado, entre os dias 11 a 13, a Polícia Militar Ambiental (PMA) iniciou no último dia 1º a Operação Pré-Piracema, envolvendo 360 policiais em todo o Estado. O objetivo é intensificar a fiscalização, prevenindo e reprimindo a pesca predatória, além de combater outros crimes ambientais, como o tráfico de papagaios em período de reprodução.

 

O período de defeso para reprodução dos peixes, abrangendo os rios da bacia do Rio Paraguai, se estende de 05 de novembro a 28 de fevereiro.Nestes quase quatro meses, as principais espécies comerciais dos rios do Estado (pacu, pintado, cachara, curimba e dourado) estão protegidas para fazer a longa viagem em direção às cabeceiras e se reproduzirem, espetáculo que ganhou o nome na língua tupi-guarani de “piracema” (saída de peixes). 

 

Balanço

Ao anunciar a antecipação da Operação Piracema, a PMA divulgou um balanço das apreensões, prisões e autuações ocorridas no mês de outubro de 2017 e 2018. De um ano para outro, as autuações (maioria por pesca ilegal) reduziram em 51,13%, com 38 prisões em 2018. A quantidade de pescado apreendido ficou entre 684 quilos (2017) e 605 quilos (2018). Os valores das multas por pesca predatória também foram semelhantes: R$ 87 mil e R$ 85 mil.

 

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