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Mandetta revela bastidores do poder no livro “Um paciente chamado Brasil”

Por Marco Eusébio

Da coluna Entrelinhas da Notícia
Artigo de responsabilidade do autor

Reprodução de vídeo

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Mandetta falou sobre o livro e os bastidores do poder em entrevista a Pedro Bial, na Globo

Ao falar do livro "Um paciente chamado Brasil: Os bastidores da luta contra o coronavírus" que está lançando pela editora Objetiva, o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, fez uma série de revelações no programa Conversa com Bial da TV Globo, que repercutiram hoje nos principais jornais do país. No livro, Mandetta diz que o presidente Jair Bolsonaro estava convencido de que o novo coronavírus seria uma arma biológica da China para que a esquerda voltasse ao poder na América Latina; e disse que alertou que o Brasil (que hoje ultrapassou 140 mil óbitos) poderia chegar a 180 mil mortes se medidas restritivas não fossem tomadas, mas não era ouvido. O ex-ministro também criticou a lentidão da Organização Mundial de Saúde (OMS) em declarar pandemia, achando que o vírus fosse restrito à cidade chinesa de Wuhan.

Sobre os bastidores do poder, tema bastante abordado no livro, Mandetta diz que teria sido pressionado pelo senador Flávio Bolsonaro para trocar quatro dos principais nomes do Ministério da Saúde, em janeiro, antes da pandemia. "Quem articulou as exonerações e impôs os novos nomes mirava o controle de mais de oitenta por cento do orçamento do Ministério da Saúde. Não me parecia um erro banal", afirmou.

O médico também revela no livro que em uma reunião no dia 5 de abril, quando já estava sendo "fritado" pelo presidente, disse diretamente a Bolsonaro: "O senhor tem que me demitir. Seria mais leal de sua parte. O senhor quer cobrar lealdade, mas lealdade é uma via de mão dupla. Não se pode ser leal unilateralmente. O senhor está sendo desleal. Porque o senhor fala uma coisa e faz outra".

Mandetta cita em vários trechos do livro o dilema "saúde versus economia" e disse que não era atendido pelo ministro Paulo Guedes (Economia). Na entrevista por vídeo a Pedro Bial, indagado sobre política, o ex-deputado federal de Mato Grosso do Sul foi político: disse que ainda não fez planos para as eleições de 2022. Veja aqui os vídeos do programa no site Gshow da Globo.

 

 

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