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Monitoramento do ciclo menstrual pode ajudar mulheres no esporte

Por Pérola Cattini

Da coluna Bem-Estar
Artigo de responsabilidade do autor

Entender o funcionamento do corpo feminino ajuda a evitar incômodos e melhora a performance das atletas

Divulgação

ColunaBem-Estar

As mulheres têm ganhado cada vez mais destaque nos esportes. Para melhorar ainda mais o desempenho feminino, diversas empresas vêm investindo em tecnologias e técnicas especiais para elas, desde acessórios, como o tênis feminino mais adequado para cada esporte, até mesmo a uma compreensão mais completa de como funciona o corpo feminino.

Por muito tempo, os esportes e as ciências eram dominadas por homens, o que tornou as principais descobertas condicionadas às necessidades e olhares masculinos. Conforme as mulheres têm avançado e conquistado maior espaço nesses ambientes, é natural que novas técnicas e descobertas sobre o corpo feminino apareçam para trazer maior conforto e qualidade para elas.

A seleção de futebol feminino dos EUA é um grande exemplo disso. Sua estratégia bem-sucedidas para levá-las a vitória na Copa do Mundo de 2019 não se restringiu ao treinamento dentro dos gramados. A equipe técnica incluiu no planejamento o monitoramento dos ciclos menstruais das jogadores, criando treinos adaptados a cada período, assim como fazendo um controle de sintomas e propondo uma dieta mais balanceada.

A equipe americana não era a única que sofria com a falta de adequação dos treinos aos ciclos menstruais. A tenista britânica Heather Watson e a corredora olímpica Eilish McColgan já haviam afirmado que os sintomas do ciclo menstrual interferem diretamente em seu desempenho nos esportes.

Mulheres no esporte
O caso da equipe de futebol feminino dos Estados Unidos mostra que uma boa estratégia, pensada especialmente para as mulheres, torna possível um preparo mais adequado e um melhor desempenho.

Historicamente, as categorias femininas dos esportes competitivos jás são vítimas de preconceito e da falta de apoio de investidores. Um dos maiores exemplos disso é a jogadora de futebol Marta, que apesar de ser a atleta com o maior número de vitórias do prêmio de Melhor do Mundo, ainda possui um salário bastante abaixo do que outros atletas homens.

Nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, houve uma iniciativa que oferecia apoio às mulheres, visando controlar os sintomas da tensão pré-menstrual (TPM) e da menstruação, para que as atletas não sofressem com dores, cólicas e sangramento excessivo. A estratégia contava com o acompanhamento médico e técnicas de controle hormonal. Em 2016, com os jogos acontecendo no Brasil, essa assistência ginecológica prosseguiu.

O caso americano, no entanto, mostra que é possível ir além, com as seleções criando uma rotina de cuidados com as suas jogadoras. Afinal, para garantir o melhor desempenho nas competições, é importante que esses cuidados sejam feitos desde o treinamento.

Existem aplicativos que ajudam as mulheres a terem maior controle sobre o seu ciclo menstrual. Desta forma, é possível planejar uma dieta mais adequada, a fim de controlar os efeitos hormonais no corpo, além de escolher atividades próprias para o período.

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