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Domingo, 02 de Setembro de 2018, 10h:13
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Sistema de monitoramento ajuda a produzir alerta sobre cheia no Pantanal

Sistema de monitoramento GeoHidro-Pantanal ajuda a emitir alertas

Leonardo Cabral
De Corumbá para o Capital News

Silvio Andrade/Governadoria

Sistema de monitoramento ajuda a produzir alerta sobre cheia no Pantanal

GeoHidro-Pantanal subsidia tomadas de decisões em épocas de cheia

Informações sobre o nível dos rios, áreas inundadas, chuva, imagens de satélite e outros dados de diversas instituições para analisar tendências e emitir comunicados sobre as inundações sazonais na região pantaneira do país é controlada pela Embrapa Pantanal. O controle ocorre através do sistema de monitoramento de cheias no Pantanal, o GeoHidro-Pantanal, responsável por auxiliar a emitir esses alertas.

O monitoramento é composto da busca, coleta e análise dos dados de toda a bacia do alto Paraguai. De acordo com o pesquisador Carlos Padovani, da unidade pantaneira de pesquisa da Embrapa, o sistema correlaciona informações produzidas por instituições como a Agência Nacional de Águas (ANA), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e pela universidade norte-americana George Mason.

“O período de chuvas ocorre principalmente de outubro a março. Em janeiro, temos uma previsão do que vai acontecer em fevereiro, março e abril”, disse Padovani.

Ainda conforme o pesquisador, a Embrapa Pantanal filtra, de certa forma, os dados reunidos para análise, personalizando informações e focando naquelas que são relacionadas à realidade do bioma.

O pesquisador ainda completa dizendo que realiza recortes de mapas, sobrepõe limites de bacias e dados das principais cidades nesses materiais, por exemplo.

“A gente localiza, então, para as pessoas o que está acontecendo na bacia do Alto Paraguai. Assim, o GeoHidro-Pantanal gera previsões de maneira qualitativa e quantitativa”, explica o pesquisador.

Atualmente, os alertas e previsões têm foco em Mato Grosso do Sul, mas o pesquisador esteve em reuniões recentes com instituições como a Federação de Agricultura e Pecuária de MT (Famato), Associação dos Criadores de MT (Acrimat), Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA), Centro de Pesquisa do Pantanal (CPP) e Senar-MT para discutir, divulgar e viabilizar o monitoramento das cheias também em Mato Grosso.

Análises recentes que contribuem para a pecuária
Por conta disso, foi possível realizar previsões bastante precisas, de acordo com o pesquisador, sobre a inundação deste ano, que, embora volumosa, esteve dentro da faixa mais comum de cheias do bioma pantaneiro, atingindo a máxima de 5,35m na régua de Ladário (MS).

A inundação em 2018 foi influenciada significativamente não apenas pelo transbordamento do rio Paraguai, mas também pelas chuvas intensas locais. Algumas regiões que não sofrem a influência dos rios, como a do Paiaguás e Nhecolândia, foram bastante afetadas por essas precipitações, conta.

“Esse ano, a gente pôde produzir dois laudos: o primeiro, mais emergencial, para a Defesa Civil começar a se articular sobre ações relacionadas aos ribeirinhos, a comunidade mais afetada diretamente”, esclarece o pesquisador.

“Já em março, a gente fez um segundo laudo – dessa vez, demandado pelo Sindicato Rural de Corumbá, mais atualizado sobre a situação”, completou Padovani.

Elaborado por uma comissão na Embrapa Pantanal, este último documento pôde atestar o número de animais que precisariam ser deslocados em função das cheias e o quanto isso custaria aos produtores locais.

 “Para os pecuaristas, a vantagem do sistema de alerta é avisá-los com antecedência para que eles façam essa movimentação do gado com o mínimo possível de perda de rebanho e recursos”, reforça o pesquisador.

“A cheia acontece na época de venda e descarte do gado. Então, ocorrem vários leilões na região para compra desses animais. Se a cheia é mais intensa, mais rigorosa (como foi esse ano em alguns locais), a oferta para venda aumenta muito e isso faz cair o preço do gado. Quanto mais a gente alertar com antecedência, menos esse fluxo se concentra em uma determinada época”, mencionou.

Divulgação da pesquisa pelas redes sociais
Recursos como o Facebook é utilizado como ferramenta para divulgar os dados reunidos no monitoramento. A equipe trabalha, ainda, para finalizar uma página dentro do portal online da Embrapa com dados sobre o tema.

Além disso, ocorre também um trabalho ativo de divulgação da informação na mídia: televisão, jornal impresso, rádio, internet. (Com informações assessoria Embrapa Pantanal)

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