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Quarta-Feira, 21 de Fevereiro de 2018, 10h:47
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Cheia anormal obriga a retirada urgente de gado da planície pantaneira

Sindicato Rural de Corumbá emitiu um alerta aos produtores, situação da região deve piorar com a chegada das águas de Cáceres

Esthéfanie Vila Maior
Capital News

Sílvio Andrade / Governo de MS

Cheia anormal obriga a retirada urgente do gado da planície pantaneira

Inundação causada pelos rios Aquidauana e Miranda na região do Passo do Lontra, entre a BR-262 e a MS-184

Foi emitido um alerta aos produtores rurais da planície pantaneira para que iniciem imediatamente a retirada do gado de áreas alagáveis para campos mais altos. De acordo com o Sindicato Rural de Corumbá, a previsão é de uma grande enchente este ano no Pantanal, baseada nos níveis atuais do Rio Paraguai e a continuidade das fortes chuvas na região.

 

A situação foi avaliada pelos Pesquisadores da Embrapa Pantanal, durante reunião com presidente do Sindicato Rural de Corumbá Luciano Aguilar Leite. Segundo ele, a cheia ainda não é de grandes proporções. Entretanto, a situação deve piorar com a chegada das águas de Cáceres, vindas do alto Pantanal, em Mato Grosso, entre abril e junho.

 

“O que diferencia a cheia deste ano das demais, e nos preocupa, é que as águas de Cáceres vão chegar com o Pantanal já cheio”, explicou o presidente do Sindicato Rural.

 

Cheia antecipada

Bruno Viegas de Barros / Governo de MS

Cheia anormal obriga a retirada urgente do gado da planície pantaneira

Gado sendo retirado de áreas alagadas na região do Paiaguás, Pantanal de Corumbá

Mais ao norte, os pantanais Paiaguás e Nhecolândia já estão debaixo de água. Segundo pantaneiros, a região está sendo muito afetada pelos repiques do rio Taquari. A chuva de 120 milímetros na semana passada, em Coxim, deve ampliar a área de inundação, com reflexos também no nível do rio Paraguai.

 

A enchente no Sul, em Nabileque e Jacadigo, neste período do ano, é um indicativo de que a cheia será de maior intensidade. “O produtor deve retirar o gado agora, pois continua chovendo e o Jacadigo ainda receberá água do Tucavaca, rio da Bolívia, nesta mesma época”, orientou Luciano Leite.

 

Estrada Parque

Na Estrada Parque (MS-184) em Corumbá, subregião da Nhecolândia sob influência dos rios Aquidauana, Miranda e Abobral, os campos estão submersos, com forte vazão em direção ao rio Paraguai. 

 

A cheia ainda não afetou o ecoturismo. O acesso na MS-184 está normal até o trevo com a MS-228.

 

Entretanto, a subida das águas esta semana no Miranda e Aquidauana deve alterar o cenário na região e ampliar o nível de inundação que já ocorre no Nabileque e Jacadigo.

 

Na previsão da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), do Ministério das Minas Energia, o Rio Paraguai atingirá o nível de alerta de uma cheia pequena na régua de Ladário, ou seja, 4,0 metros, na primeira semana de março. Para a Embrapa Pantanal, é considerada uma cheia normal a cota de até 5,5 metros, e uma grande enchente, acima deste nível.

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