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PF encontrou R$ 8 mil com Prefeito e vereadores de Ladário presos por “Mensalinho”

Durante retorno da Capital ao Município, parlamentares foram abordados por PF e ao vistoriar a caminhonete encontraram o valor no veículo

Flavia Andrade
Capital News

Diário Corumbaense/Reprodução

Prefeito e vereadores de Ladário são transferidos para Campo Grande

Políticos presos foram transferidos para a capital em uma van no dia 26 de Novembro

Em 26 de novembro foram presos o então prefeito de Ladário, Carlos Aníbal Ruso Pedrozo (PSDB), o vereador Augusto de Campos (MDB), o Gugu; André Franco Caffaro (PPS), o Dedé; e Vagner Gonçalves (PPS). A Polícia Federal (PF) encontrou R$ 8 mil em dinheiro numa caminhonete Toyota Hilux, onde estavam os parlamentares. Todos foram encaminhados para o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), na Capital.  

 

Os integrantes da caminhonete já eram alvo de uma ação controlada dos investigadores e retornavam da Capital para Ladário. O encaminhamento dos mesmos para a sede do Gaeco na Capital foi registrada com fotos. A abordagem foi da PF de Corumbá, antes de chegar em Ladário, cidade vizinha, em 06 de setembro deste ano. No mesmo dia, numa ligação telefônica, André Cáffaro, que conduzia a caminhonete, reclama da ação da polícia e que “alguém dedou”.

 

Na conversa gravada, do outro lado da linha, a pessoa, que não foi identificada, questiona se o prefeito não falou nada. André respondeu: “Não! Os caras já vieram em cima, pô, entendeu? Barreira lá, pô! Entendeu? Aí os caras já vieram batendo, mandando nós descer do carro, revistou, revirou aqui essa p... eu estava com três conto na minha mala né, p...! 'E esse dinheiro aí? Não tem banco, não? Que não sei o que”.

 

Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MP-MS), que resultou na prisão do prefeito, secretários e sete vereadores, o receio de ser flagrado foi confidenciado por Carlos Ruso ao vereador Fábio Peixoto Araújo Gomes, que registrou o diálogo em áudio e entregou o valor da propina para a promotoria. Ainda durante a conversa, o prefeito destacou que cumpre seus compromissos. “Eu sempre ensinei pros meus filhos: até o negócio mais escuso, se honra”, afirma.

 

Segundo denúncia do MP, o grupo se uniu para prática de crimes contra a administração pública. O chefe do Poder Executivo passou a subornar os vereadores para comprar apoio político, aprovação de projetos de seu interesse e arquivamento de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar irregularidades na saúde.

 

As moedas de troca eram nomeação de pessoas indicadas em cargos em comissão no município ou pagamento de propina mediante “mensalinho” de R$ 3 mil. A possibilidade de abertura da CPI, que poderia resultar em cassação, passou a ser discutida em 6 de novembro do ano passado.

 

De acordo com a denúncia, o pagamento foi entre dezembro de 2017 a setembro deste ano. Também foram presos os vereadores Agnaldo dos Santos Silva Junior (PTB), Paulo Rogério Feliciano Barbosa, Lilia Maria Villalva de Moraes (MDB) e Osvalmir Nunes da Silva (PSDB).

 

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